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Um diálogo do Caio com o Caio.
” – Chega de me doar, chega de me doer.
- Não, meu bem, não adianta bancar o distante. Lá vem o amor nos dilacerar de novo.
- Joguei sobre você tantos medos, tanta coisa travada, tanto medo de rejeição, tanta dor. Difícil explicar.
- Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada…
- Meu coração tá ferido de amar errado.
- A dor é inevitavél, mas o sofrer é uma opção!
- Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas? Se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso.
- Tem muita coisa que, francamente, cá entre nós, não faço mesmo questão de saber.
- Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde. Mais poesia. Mais verdade. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Depois de todas as tempestades e naufrágios, o que fica de mim em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro.
- Quando se quer explicar o inexplicável sempre se fica um pouco piegas. Por isso me eximo de descrevê-las.
- A gente nunca pode julgar o que acontece dentro dos outros.
- Acredito no tempo. O tempo é nosso amigo, nosso aliado, não o inimigo que traz as rugas e a morte. O tempo é que mostra o que realmente valeu a pena, o tempo nos ensina a esperar, o tempo apaga o efêmero e acaba com a dúvida.
- Vem, então, e me leva de volta para o lado de lá do oceano de onde viemos os dois.
- Que seja doce a leveza que eu sentirei ao seu lado. que seja doce a ausência do meu medo. que seja doce o seu abraço. que seja doce o modo como você irá segurar na minha mão. que seja doce. Que sejamos doce.”
Beijo da Titi.
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Bela montagem, como não poderia deixar de ser, uma vez que feito pelo mestre caio.
Comentário por matheus alvares julho 31, 2011 @ 8:11 ambeijos,
matjeus