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Mais uma daquelas noites inteiras, vigiando os minutos que passam, como quem olha as pessoas indo e vindo nas ruas.
Os minutos pingam como goteira, fazendo barulho com o tic tac do relógio… Eu não gosto de relógio digital. Os ponteiros têm uma nostalgia doce, parecem românticos.
Não desejo ser melancólica ou, triste. Pois com o passar do tempo, e alguma maturidade, percebi que nada é tão importante quanto parece. Aquela dor, imediata, nos causa a impressão que vamos morrer dela. Mas, não vamos nada! Com o tempo, a dor vai embora e a gente até ri, de ter sofrido por isso ou, aquilo. Nós adquirimos anticorpos para as decepções bestas.
Mas, às vezes é tedioso não saber o que fazer com essas noites inteiras. Vaguear pela casa no escuro, abrir a geladeira, virar de um lado para o outro na cama.
E parece que sempre vai ser assim. Chega a segunda-feira, a gente pisca e já é quarta. Quando nos damos conta, está tocando a musiquinha do “Fantástico”, anunciando que o fim de semana acabou. Dá a impressão que andamos em círculos. Um círculo muitas vezes claustrofóbico.
Meu nebulizador é a poesia, a arte o remédio para minha apneia.
Não sou cética, acredito no sobrenatural. Me disseram, que para um milagre acontecer, basta uma oportunidade. Estou à espreita. Quem sabe numa quarta-feira, eu encontre uma brecha, saia dessa bolha e entre na vida.
Piadinha conveniente
“Mudando de assunto”:
Passa, tempo, tic-tac
Tic-tac, passa, hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, e vai-te embora
Passa, tempo
Bem depressa
Não atrasa
Não demora
Que já estou
Muito cansado
Já perdi
Toda a alegria
De fazer
Meu tic-tac
Dia e noite
Noite e dia
Tic-tac
Tic-tac
Dia e noite
Noite e dia
O Relógio - Vinícius de Moraes
Esse poema tem o gosto da minha infância.
Beijo da Titi.
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to te esperando entrar na vida…
Comentário por fernando nicolau novembro 30, 2011 @ 10:25 amlembre-se que existem os tempos subjetivos.
lembre-se que te quero muito bem, minha portuguesa!